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| Paulo Bizzarro - Divulgação |
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José Carlos Ferreira Júnior
Empresário |
| "Precisamos fomentar o nosso próprio negócio" |
| José Carlos Ferreira Júnior é um apaixonado pelo tênis. E foi a partir da experiência bem-sucedida de comandar o departamento deste esporte no São Leopoldo Tênis Clube que decidiu abrir a promotora Quadra Eventos e Marketing, juntamente com o sócio Rodrigo Pohlmann. Há cerca de quatro anos no mercado, os dois cirurgiões-dentistas têm bons motivos para sorrir diante dos eventos que organizam. O São Leo Open de Tênis foi eleito em 2007 e em 2008 o melhor torneio da série “futures” realizado no Brasil pela Revista Tennis View. A primeira etapa do Circuito S.C.A. 2009 de Tênis Gaúcho, disputada de 3 a 5 de abril em Porto Alegre, reuniu 170 crianças e adolescentes, consolidando a importância do torneio no calendário tenístico do Rio Grande do Sul. No ano passado, a promotora realizou 30 eventos. Neste ano, driblando a crise, deve repetir a dose. Nesta entrevista exclusiva ao Tênis Show, Júnior fala da trajetória da promotora e também do tênis gaúcho. Acompanhe os principais trechos: |
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Qual é a missão de uma promotora de eventos voltada para o no tênis? No caso, qual é a missão da Quadra Eventos?
O nosso maior objetivo é fomentar o tênis. E temos a preocupação de trabalhar com todos os públicos. Não podemos, como promotora de eventos, escolher este ou aquele segmento. Decidimos focar no tênis e, dentro deste esporte, procuramos trabalhar com todos os públicos. Importante ressaltar que, para que a Quadra Eventos continue existindo como promotora, é preciso que o tênis continue existindo como esporte no Rio Grande do Sul. Então, precisamos fomentar o nosso próprio negócio. Quanto mais eventos nós tivermos, mais participantes teremos para atender e quanto mais participantes, mais eventos.
E como a Quadra Eventos surgiu?
Fui diretor de tênis do São Leopoldo Tênis Clube durante cerca de sete anos. Quando comecei o meu trabalho, o clube tinha 10 quadras de tênis e um número muito pequeno de praticantes. Assumimos a direção com a intenção de abrir o clube para a realização de torneios voltado para crianças a fim de movimentar as quadras, de fomentar a escolinha do clube. E começamos a fazer eventos. A escolinha cresceu, o movimento melhorou. Conforme o tempo foi passando, foi ficando difícil conciliar as atividades. E, quando chegou a hora de uma nova diretoria assumir o clube, veio a condição de que eu continuasse promovendo eventos no São Leopoldo Tênis Clube. A promotora foi montada, e eu continuei fazendo uma atividade que gostava. A partir daí, surgiram convites para realizar eventos em outros clubes.
O Circuito S.C.A. é um dos eventos que levaram a Quadra Eventos para outras regiões do Estado, não?
Quando assumimos a Quadra Eventos como promotora de eventos, eu e o meu sócio, Rodrigo, conversamos e avaliamos que, naquele momento, o tênis no Rio Grande do Sul não vivia uma boa fase. E, todos sabemos, que é impossível construir um edifício de cima para baixo. Então, buscamos repetir o que realizamos dentro do São Leopoldo Tênis Clube, que foi implementar uma escolinha forte para incentivar a participação da garotada nas competições. Foi assim que surgiu o Circuito S.C.A., voltado para o tênis infantil no Rio Grande do Sul, pois acreditamos que estas crianças, no futuro, estarão disputando os torneios estaduais, os torneios futures. Vamos crescer juntos. Mas, para isso, era preciso aumentar a base de praticantes. No primeiro ano, fizemos o evento sem patrocínio. No segundo, contamos com patrocinadores locais. E assim foi crescendo.
Para a temporada de 2009, o Circuito S.C.A. tem programada a realização de nove etapas, confirmando o retorno do investimento que vocês fizeram no início do trabalho.
Foi muito legal, pois chegou um momento em que os clubes passaram a nos procurar para fazer a etapa. Hoje, temos mais locais do que o número de etapas. Isso é muito bom, pois mostra que os clubes têm crianças jogando tênis, que estão dispostos a fomentar o tênis. Nós já estamos planejando a organização do Circuito Estadual, pois o S.C.A. é voltado para o tênis infantil e para quem está se iniciando na competição. E percebemos, durante o Circuito Verão Sul-Brasileiro, que teve duas etapas em Novo Hamburgo no início deste ano, que alguns que saíram do S.C.A. passaram diretamente para um evento sul-brasileiro, sem intermediação. No ano passado, no calendário da Federação Gaúcha de Tênis, tivemos apenas três torneios estaduais.
Ou seja, está em prática a idéia inicial da promotora de crescer junto com esta garotada.
Exatamente. Vamos crescer juntos. E estes meninos já estão exigindo, não exatamente de nós, mas da estrutura do tênis no Rio Grande do Sul, eventos que atendam as demandas deles. E estamos dispostos a fazer.
A partir deste circuito voltado para o tênis infantil, tu consegues fazer uma radiografia do tênis no Rio Grande do Sul? Quantos clubes estão envolvidos com o circuito?
Na temporada de 2008, nós tivemos 27 clubes e academias participando do circuito. É um número muito bom.
É maior do que o número de filiados na Federação Gaúcha de Tênis hoje, não? Nestes quatro anos de atuação no mercado, qual ou quais as principais dificuldades que vocês enfrentam no tênis gaúcho?
Falta carinho para a garotada, falta carinho para os tenistas. Acho que o tênis está muito burocratizado. Virou uma máquina, um sistema, com senhas. Nada contra este processo, mas precisamos de crianças, de jovens dentro da quadra. Creio que falta trabalharmos todos juntos: a promotora, os tenistas, os pais dos tenistas, os treinadores, os clubes e a federação. Creio que falta conversar mais.
Quando a garotada e os pais desta garotada chegam ao clube para disputar uma etapa do circuito, está tudo montando. Mas quanto tempo de planejamento é necessário para organizar e montar todo este “circo”?
A montagem é fácil. Um dia. Mas todo o planejamento e todos os processos que envolvem a montagem exigem tempo. Nunca paramos. Mesmo durante o evento, estamos atentos ao que precisa ser melhorado para a próxima edição. Somos muito críticos e estamos sempre nos cobrando. Às vezes, nem sabemos ao certo o que precisa ser feito. Mas sabemos que aquilo está errado e que precisa ser modificado. |
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| Cláudia Coutinho - Tênis Show |
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