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Personagens
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Paula Vieira Capulo
Árbitra |
| “Eu estou aproveitando o ‘agora’” |
| Paula Vieira Capulo, 26 anos, entrou para a história do tênis verde-amarelo ao ser a primeira brasileira a atuar como árbitra em Roland Garros. Uma experiência e tanto! Foi para ser juíza de linha e acabou trabalhando com juíza de cadeira em quatro partidas. Paulinha, como é chamada pelos amigos, continua na Europa atuando em competições. Segue firme em sua carreira. Há dois anos é árbitra do Nível Bronze, o terceiro na escala, abaixo do Prata e do Ouro. Acompanhe a entrevista exclusiva concedida para o Tênis Show, diretamente da Itália: |
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Quais os planos para esta e próximas semanas?
Depois de Roland Garros, eu trabalhei durante quatro semanas na França. Nesta, estou arbitrando em um torneio ITF feminino de 100 mil dólares na Itália. Fico mais três semanas aqui.
Vais trabalhar também em competições femininas?
Na próxima semana, farei uma masculina de 15 mil dólares e na outra, uma feminina de 100 mil dólares.
Foste a primeira árbitra brasileira a atuar em Roland Garros. Que lembranças guardas desta importante competição?
Roland Garros é um torneio maravilhoso. Tudo é muito bom, desde transporte e hotel para os árbitros até a roupa, a alimentação. O clima é ótimo. Mas, com certeza, a minha melhor lembrança são os meus quatro jogos de cadeira. Eu fui para atuar como juíza de linha e acabei arbitrando em quatro partidas nos torneios de qualifying, uma no masculino e três no feminino. Foi muito bom!
O que significa, concretamente, para a tua carreira ter trabalhado em Roland Garros?
Creio que conta muito para a minha carreira o fato de ter trabalhado em um dos quatro principais torneios do mundo. Por exemplo, para eu alcançar o nível Prata (Silver, o segundo mais importante na carreira), não se faz cursos. Este certificado é “dado” aos árbitros por desempenho, pelas avaliações feitas nos torneios.
Então rumo à Prata (Silver)?
Todos sonham com a próxima etapa. E viajando pelo mundo, atuando em torneios em outros países, eu tenho mais oportunidades de crescer do que ficar “isolada” no Brasil. Se me mantiver somente no Brasil, as minhas chances de subir de nível serão menores. Na verdade, eu estou aproveitando o “agora”, o atual momento. Tem muita gente que fica sonhando com o futuro e se esquece de viver o momento presente. Estou na minha melhor fase profissional, conhecendo outros países, atuando em diferentes torneios.
Os planos são, portanto, continuar investindo em torneios pelo mundo?
Sim. Os planos são continuar viajando e fazendo contatos.
A tua atuação em Roland Garros e depois nos torneios na França e agora na Itália ficou dentro da tua expectativa?
Em Roland Garros, eu me surpreendi. Um dos jogos foi em uma quadra com grande capacidade de público e envolvia uma tenista francesa. Então, eu precisei exercitar o meu “pequeno” francês, fazendo solicitações do tipo “não caminhar durante os pontos”, “sentar-se, por favor”, e assim por diante. É sempre uma expectativa quando temos que falar com o público em um idioma que não dominamos.
E da França para a Itália?
Este é o meu primeiro contato com a língua italiana. Depois de dois meses atuando na França, por vezes, sai um italiano meio atravessado. Preciso então me concentrar mais e treinar à noite.
Em Roland Garros, tiveste tempo de também ser fã?
É estranho, como árbitra, aprendi a ser neutra. Não consigo torcer. Mas é claro que foi muito legar assistir à despedida do Guga. Foi muito emocionante ver todo mundo fazendo a “ola” na quadra central.
Tens data para voltar ao Brasil?
Sim. Depois da Itália, volto para o Brasil. Mas não terei tempo de ir para casa. Vou direto para um Future em Brasília e depois, Campos do Jordão. Em solo gaúcho, somente no dia 10 de agosto.
Em meio a tantas viagens, torneios, jogos, consegues te planejar para conhecer os países por onde passas?
Depois que trabalhei na França, antes de vir para a Itália, tirei cinco dias livres. Então pude ser turista, passear, tirar fotos. Durante os torneios, o cansaço é tanto que não dá vontade de sair. Nos 15 dias em que trabalhei em Paris visitei a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo. Mas não consegui ir ao Louvre.
Crédito da Foto: Arquivo Pessoal |
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| Cláudia Coutinho - Tênis Show |
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