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| Marcelo Ruschel - POA Press / Arquivo |
| Alexandre Lopes |
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Alexandre Lopes
Executivo |
| "Nós enxergamos o tênis como um entretenimento e não como um esporte de elite" |
| Shows do R.E.M., Red Hot Chili Peppers, Mark Knopler, Eric Clapton e Metallica são alguns dos exemplos que tiveram a assinatura da Opinião Produtora, uma das quatro empresas do Grupo Opinião. Agora, dentro do conceito de que esporte é mais do que um evento competitivo, mas também um espetáculo para ser compartilhado entre amigos e familiares, o Opinião, juntamente com a Oxy Sports, está organizando o confronto entre Brasil e Equador, de 18 a 20 de setembro, no Gigantinho. Os jogos valem uma vaga no Grupo Mundial em 2010. Nesta entrevista exclusiva ao Tênis Show, Alexandre Lopes, diretor de marketing do Grupo Opinião, fala sobre este trabalho. Confira os principais trechos: |
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Além dos jogos, existe a idéia de realizar ações vinculadas ao confronto entre Brasil e Equador na Copa Davis de Tênis. O que está sendo planejado?
Estamos pensando em uma exposição de fotografias no Centro de Eventos, espaço que o Internacional nos disponibilizou. Teremos workshops. Estamos buscando outras ações. Até o final de julho, todas estas ações estarão definidas.
Qual é o objetivo de realizar estas outras ações paralelamente aos treinos e à competição?
Neste período em que os jogadores estarão aqui treinando, queremos fazer bastante divulgação, levar os jogadores às escolas e concentrar os eventos da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) nesta semana da Copa Davis ou na primeira quinzena de setembro.
Por que o Grupo Opinião decidiu entrar na organização de um evento esportivo do porte de uma Copa Davis de Tênis, o que não é o seu comum?
A idéia é fazer com que o tênis seja encarado como um show. É motivar as pessoas a saírem de casa para assistir a uma partida de tênis, assim como convencemos as pessoas a saírem de casa para assistir a um show. A idéia é dar esta visibilidade ao tênis. Nós trabalhamos com formação de platéia, que aqui existe para o futebol, pois desde pequenas as crianças aprendem a ir ao estádio. Isto, porém, não ocorre com os outros esportes. Temos em Porto Alegre a formação de platéia na área cultural. É uma cidade na qual as pessoas levam seus filhos ainda pequenos ao cinema, ao teatro infantil. Por isso, é importante estimular os trabalhos de pequenos grupos de teatro porque isto ajuda a criar o hábito de sair de casa para assistir ao espetáculo. A isto chamamos de formação de platéia. Os nossos esportes, exceção futebol, não têm isso.
O desafio é motivar o público a assistir aos bons jogos de tênis?
A idéia é transformarmos Porto Alegre em um centro de grandes espetáculos de tênis. Temos grandes patrocinadores, grandes empresas gaúchas que patrocinam tênis no Brasil e que poderiam estar patrocinando aqui. Temos bastante gente que joga tênis aqui. A nossa Federação é superconceituada. O nosso esporte tênis é muito grande. Mas o tênis ainda é visto como um esporte elitista, quando deveria ser visto como um esporte popular. É mais barato jogar tênis do que jogar futebol. Uma raquete de tênis custa mais barato do que uma chuteira. Mas não existe um fomento para que os jovens tenham quadras de tênis públicas. As quadras estão praticamente fechadas dentro dos clubes.
Qual a estratégia para fazer com que o público que não está acostumado a assistir aos outros esportes saia de casa e vá para o Gigantinho ver os jogos da Davis?
Muita divulgação e fazer com que as pessoas entendam que aquilo vai ser um show, que será transmitido para o mundo inteiro, para o Brasil inteiro. Vamos bolar ações com os patrocinadores para fazer com o tênis o que foi feito com o vôlei, o que foi feito agora com o basquete. É preciso o apoio da mídia para cativar as pessoas e para fazer com que se sintam motivadas a sair de casa para assistir a uma partida de tênis.
A capacidade no Gigantinho para os jogos da Davis será de 12 mil pessoas. Mas com qual expectativa de público vocês estão trabalhando?
A questão do Gigantinho é mais por uma facilidade de custos. Se fossemos construir uma arena para 4 mil ou 5 mil pessoas, que é o histórico do público de tênis no Brasil, nós gastaríamos uma fortuna. Se construíssemos uma quadra de saibro, sairia infinitamente mais barato. Não fomos para o Gigantinho com a expectativa de colocar 12 mil pessoas. Não nos iludimos. Sabemos que o público de tênis é menor. Mas vamos trabalhar para colocar 12 mil pessoas por dia. O preço dos ingressos está barato. Vamos criar promoções. A idéia é atrair não somente o público do tênis, mas outras pessoas também.
Como surgiu a parceria do Grupo Opinião com o Sport Club Internacional e a Confederação Brasileira de Tênis?
Como o próprio Jorge Lacerda (presidente da Confederação Brasileira de Tênis) disse na entrevista coletiva de lançamento do evento, foi uma coisa muito rápida. Eles (CBT) ficaram sabendo que os jogos seriam contra o Equador e no Brasil 15 dias antes de tomar a decisão. A facilidade é que nós somos uma empresa que tem a capacidade de decisão muito rápida. E o poder de decisão também é muito rápido. Quando fomos procurados pela Oxy Sports, do André Bueno, que é o nosso contato com a CBT, a gente logo disse que sim, que queríamos colocar a nossa estrutura, a nossa capacidade à disposição para organizar a Copa Davis. Outras cidades também estavam interessadas. O Inter também foi extremamente rápido na decisão, graças ao presidente, Vitório Píffero, e a sua esposa, Constance. Em nenhum momento, ficamos em dúvida sobre a capacidade de fazer a Davis e sobre a parceria com o Internacional e com a CBT. A CBT está em um processo de renovação no tênis e acho que para eles é importante ter uma empresa como a nossa como parceira, pois é uma empresa superdinâmica e que enxerga o tênis como entretenimento e não como esporte de elite.
Uma visão diferente do esporte.
Assim como é o esporte no mundo. O nosso trabalho é entretenimento.
O fato de Porto Alegre já estar confirmada como sede da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e ser candidata a organizar o Mundial de Atletismo Master em 2011 influenciou esta decisão?
Pura coincidência. Existem muitas pessoas querendo fazer muitas coisas em Porto Alegre. Sempre existiu. E isso é o bacana de Porto Alegre. Porém, estas pessoas se frustram muito, pois é muito difícil fazer as coisas aqui. O nosso poder público, o Estado, está quebrado há muitos anos, não tem dinheiro para investir. E não existe uma vontade política de inventar, de fazer alguma coisa. O Estado não participa de praticamente nada, a não ser quando existe o interesse político. Fazer uma Copa Davis em Porto Alegre é como uma obra de arte, porque não é fácil realizá-la sem o apoio do governo estadual e sem o apoio da Prefeitura de Porto Alegre, que acho difícil ter. Tem muita gente fazendo coisa bacana, mas por vontade própria, pois se depender do poder público, as coisas não andam. Gostaríamos de ter o apoio das empresas daqui do Estado e que patrocinam eventos fora do Estado.
Quais os espaços para estes patrocinadores, já que a Copa Davis tem os seus patrocinadores internacionais?
A ITF (Federação Internacional de Tênis) tem dois patrocinadores internacionais, a CBT tem um patrocinador e nós, como promotores locais, temos o direito de colocar mais um, com o mesmo espaço e visibilidade que os outros três. Depois disso, têm as ações paralelas que serão feitas, podendo se criar lojas, espaços temáticos, praça de alimentação, onde os patrocinadores podem entrar. São ações que vamos desenvolver.
A experiência da Copa Davis pode levar o Grupo Opinião a trabalhar com outros eventos esportivos?
O que estiver dentro do escopo entretenimento é nosso foco de trabalho.
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| Cláudia Coutinho (ccoutinho@tenisshow.com.br) - Tênis Show |
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