Entrevistas


Duke University - Divulgação
Henrique Cunha
Tenista
“Quero sempre ser o melhor em tudo o que faço”
O tenista Henrique Cunha, de 19 anos, mudou-se de raqueteira e livros para os Estados Unidos, em agosto deste ano, graças à bolsa de estudos que conquistou junto à Duke University, na Carolina do Norte, por meio do Programa Daquiprafora. Em setembro passado, participou de seu primeiro torneio univesitário, o Southern Intercollegiate Championships, na University of Georgia, em Athens, perto de Atlanta, chegando às semifinais. Nesta entrevista concedida ao Tênis Show, por e-mail, o jovem paulista que foi o sexto colocado no ranking mundial juvenil em 2008 fala de sua nova rotina e de suas expectativas. Acompanhe:
 


Henrique, como foi a tua adaptação ao tênis universitário nos Estados Unidos? Foi difícil conciliar a carga de treinos com as exigências dos estudos?

A minha adaptação nos Estados Unidos foi fácil, com o idioma também. O Alain, outro brasileiro do time, me ajudou muito no inicio. Já, em relação aos estudos, foi mais difícil. Foi uma mudança bem radical. Ter que ir para a aula, estudar para testes... Foi uma mudança grande. Mas, quando aprendi a me organizar com os horários de estudos, saber o quanto e como estudar, ficou tudo mais fácil. Estou indo bem nas aulas. O importante é saber administrar bem o tempo, aproveitando esse tempo para os estudos. Dá para administrar bem os treinos de tênis e a escola numa boa. Basta ter organização.

Em relação aos treinos, o que tu destacarias?

Os treinos são excelentes, porém muito puxados. Tenho uma seção individual com os treinadores todos os dias pela manhã, além de treino físico, o que é muito bom. Estou gostando desse ritmo. Na parte da tarde, temos treino em equipe e, quase todos os finais de semana, disputamos torneios.

Quanto aos torneios, como é a diferença de nível em comparação aos torneios futures disputados na América Latina?

Desde que cheguei, já disputei três torneios bem fortes e fiz jogos duros. O torneio All American, disputado em outubro, é um dos torneios mais fortes do ano, com todos os melhores universitários jogando. O interessante aqui é que você joga todos os dias com jogadores de estilos diferentes. Outra semana joguei com um cara de 2m05cm que sacava a 200 quilômetros por hora o tempo todo e jogava saque-voleio. O nível dos torneios aqui é comparado a um future de nível alto nos Estados Unidos. Tem muita gente boa jogando aqui.

Quais as tuas perspectivas neste primeiro ano no circuito universitário?

No tênis, jogar muito, melhorar e ser o número 1 da universidade; jogar com jogadores bons. Na escola, ter boas notas. Quero sempre ser o melhor em tudo o que faço. Na escola será difícil, pois aqui, em Duke, tem muita gente inteligente, e os alunos são muito competitivos, todos querem tirar boas notas. Vou sempre fazer o meu melhor.

No ano passado, conquistaste o teu primeiro título no circuito profissional ao vencer um future em Porto Alegre. Na época, tinhas a intenção de continuar no circuito. O que fez tu mudares de idéia?

Achei que ainda precisava evoluir muito antes de ir para o circuito profissional. Para chegar em um nível alto, ainda tenho muito a evoluir. Quando conheci melhor o nível do tênis universitário, vi que podia buscar esta evolução nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que estudo e garanto um diploma. Antes de ir para o circuito profissional, preciso evoluir no tênis, e, como pessoa, amadurecer. Tudo isso vai agregar ao meu tênis, vai se refletir na quadra.

Qual o curso que estás fazendo na Universidade?

Deve ser economia, não decidi ainda. Aqui só é preciso decidir qual curso no final do segundo ano da faculdade.
 
Cláudia Coutinho - Tênis Show
   
 
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