Entrevistas


Marcelo Ruschel - POA Press
Guga Kuerten
Tenista
"Estar próximo das quadras me faz bem"
Gustavo Kuerten, 33 anos, chegou a Porto Alegre na sexta-feira para torcer pelo Brasil no confronto contra o Equador pelo Play-Off do Grupo Mundial da Copa Davis de Tênis. O ex-número 1 do tênis mundial e tricampeão em Roland Garros foi um dos nomes importantes do time brasileiro na Davis, com 52 jogos, sendo 34 vitórias e 18 derrotas, em 11 anos de participação. Foi ovacionado quando entrou no Gigantinho, deu autógrafos e tirou fotos. Acompanhe a entrevista exclusiva que Guga Kuerten concedeu ao Tênis Show e a TVCOM Esportes durante a Copa Davis de Tênis:
 

Como é voltar a Porto Alegre depois de 11 anos?

É uma experiência diferente e que também traz lembranças. Estive aqui quando juvenil e, depois, disputei uma Davis. Foi um bom momento, apesar da nossa derrota. E estar aqui acompanhando este momento do tênis brasileiro é muito bom, pois ele começa a viver uma boa expectativa, com bons resultados no circuito, como o título conquistado pelo Bellucci (Thomaz Bellucci venceu o ATP 250 Gstaad).

Quando tu entraste no Gigantinho, foste aplaudido por toda a torcida. É muito bom receber todo este carinho, não?

É gostoso. Isso me contagia muito, me motiva até a seguir envolvido com o tênis, fazendo alguns projetos para a criançada, ajudando a criar novos jogadores. Estar presente e poder compartilhar este momento com a torcida, em eventos importantes como este, é fundamental para manter a chama do tênis acesa.

Guga, como tu viste a vitória do Juan Martin Del Potro no Aberto dos Estados Unidos, o último Grand Slam do ano?

Foi um resultado que deu uma reavivada na dinâmica do tênis, que estava precisando de alguma coisa diferente, de alguma surpresa, de algo que fugisse do quotidiano. A supremacia do Federer (Roger Federer) e do Nadal (Rafael Nadal) estava muito grande. Também é legal por ser um tenista sul-americano. A Argentina é um país que tem uma força muito grande no tênis e este resultado vai trazer um envolvimento maior para o tênis, e a gente tem que tentar aproveitar isso, assim como eles aproveitaram quando eu ganhei em Roland Garros. Surgiram novos tenistas argentinos. Acho que temos que tentar seguir este exemplo próximo. O tênis argentino vem se destacando há algum tempo.

O que podemos esperar da Semana Guga Kuerten em 2010?

Um dos objetivos é manter este espírito motivacional entre as crianças. Objetivo que alcançamos na edição deste ano. Eu acho que a expectativa, que a ansiedade que gerou no circuito infanto-juvenil foi muito boa. Muitos ficaram comentando sobre o que foi o evento, e quem não participou está louco para participar no ano que vem. Esperamos agregar ainda mais, talvez trazendo as empresas que estão vinculadas ao tênis para estarem observando os jogadores. Esperamos também que aumente ainda mais o número de treinadores que participaram do evento em 2009. A participação do Larri (técnico Larri Passos) foi fundamental e queremos poder confirmá-lo para 2010.

Em 2009, na quadra, o desafio foi contra o espanhol Sergi Bruguera e venceste. Já tens algum nome em vista para 2010?

Já estamos pensando no adversário. Estamos buscando alguns nomes. Até o final deste ano já vai estar tudo organizado para fazer com que a Semana continue sendo algo marcante para o tênis brasileiro.

E tu ainda continuas jogando tênis? Como está a vida longe das competições? Torcendo para o Avaí, surfando, estudando...

Acho que não me ausentei tanto das quadras, apesar de não ter um tipo de rotina em relação ao tênis. Mas, volta e meia, alguém aparece lá em casa, ou quando a gurizada está em um torneio, eu bato uma bolinha de leve. É claro que, para enfrentar o Bruguera, eu me preparei. Mas a minha rotina está distante. Surfo um pouquinho. Bato uma bolinha no futebol. Estou estudando mais. Mas a paixão pelo tênis continua grande, e estar próximo das quadras me faz bem.
 
Cláudia Coutinho e Rafaela Meditsch
   
 
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