Entrevistas


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Marcelo Demoliner
Marcelo Demoliner
Tenista
"Conquistar o meu primeiro Challenger foi incrível"
O gaúcho Marcelo Demoliner, de 20 anos, vem realizando uma temporada de chamar a atenção. Começou o ano como número 424 no ranking mundial e, aos poucos, foi subindo posição. No dia 24 de agosto, alcançou a sua melhor posição até o momento, a de número 243. Venceu o Challenger de Blumenau, chegou às semi do Challenger de Campos do Jordão e foi vice-campeão no Future de Brasília. Como consequência, recebeu o convite para treinar com o time brasileiro da Copa Davis de Tênis, no Gigantinho, a partir de 12 de setembro. Integrante da equipe do Instituto Gaúcho de Tênis (IGT), quer aproveitar ao máximo esta oportunidade e continuar em frente. Acompanhe esta entrevista exclusiva que Demoliner concedeu ao Tênis Show:
 

Qual o significado da convocação para treinar junto com a equipe titular que defenderá o Brasil contra o Equador nos jogos da Copa Davis de Tênis?

Para mim, é muito gratificante poder estar junto com o grupo da Davis, treinar com eles. Sei que vou aproveitar esta oportunidade. E espero que daqui a algum tempo possa estar na equipe principal.

Na atual temporada, até o momento, o que tu destacarias?

No início do ano, eu disputei sete torneios na Europa. E isso foi muito importante, pois me fortaleceu pessoalmente, fisicamente e mentalmente. Tanto que, quando retornei ao Brasil, soube aproveitar este crescimento e consegui a minha primeira vitória em um challenger (Challenger de Blumenau, em maio). Isso foi incrível. E, a partir desta confiança, já conquistei outros bons resultados, como a minha primeira vitória sobre um Top 100 (o argentino Horácio Zeballos, no Challenger de Belo Horizonte), fiz semifinal no Challenger de Campos do Jordão. Tudo isto está sendo muito legal para mim.

Estes resultados estavam dentro do esperado ou te surpreenderam?

A conquista de um challenger me surpreendeu. Mas, por outro lado, eu venho trabalhando no IGT (Instituto Gaúcho de Tênis), e todos estes resultados são resultados deste trabalho. Penso que todos nós da equipe estamos de parabéns.

Marcelo, como e porque tu começaste a jogar tênis?

Minha família é de Caxias do Sul, e todos jogam tênis. Tudo começou com o meu avô, que ensinou aos filhos, e eu aprendi com os meus pais. Comecei a disputar torneios desde pequeno. E, com 15 anos, decidi que era isto que eu queria. Sai de casa e fui morar em Itajaí, para treinar no Instituto Tênis.

E como foi este “sair de casa”?

É difícil. Tem que ter muita dedicação, tem que amar muito o tênis. Acho que é isto que me deixa firme e forte para eu continuar em busca do meu objetivo. O fato de eu ter saído de casa foi uma experiência muito boa, porque amadureci mais rápido e isto foi muito importante no que está acontecendo agora.

No teu entendimento, quais os pontos fortes do teu jogo?

O meu ponto forte é a agressividade. E tenho no saque o golpe mais importante, porque permite que eu comande os pontos, possibilita que eu ataque sempre.

E os aspectos que precisam ser mais trabalhados?

Eu tenho que trabalhar mais a consistência do meu jogo, a minha regularidade, e também o meu físico, pois sou muito “magrão”. Tenho que ganhar mais massa. (Demoliner tem 1m93cm de altura e 86 quilos).

Tu agora estás treinando em Porto Alegre e depois segue para trabalhar com o time da Copa Davis. Terminado o confronto entre Brasil e Equador, quais são os planos?

Depois da Davis, eu vou jogar as seis etapas da Copa Petrobras, que é um circuito de torneio challengers. Em função do meu ranking, deve entrar diretamente na chave em algumas etapas e em outras não.

Tu já disseste que um dia queres estar defendendo o Brasil na Davis. Que outro sonho tu tens como tenista?

Eu sonho em jogar os Grand Slam, e o que mais me identifico é o de Wimbledon. Eu gosto do jogo rápido. Penso que poderia me dar bem e, quem sabe, um dia ganhar.

E quando tu estás longe das quadras, o que gostas de fazer?

Eu gosto de ouvir música, de ficar no computador. Quando estou em Porto Alegre, gosto de passar os fins de semana com a minha família em Caxias. Isso me fortalece bastante. Este é um dos fatores que me ajuda muito.
 
Cláudia Coutinho (ccoutinho@tenisshow.com.br)- Tênis Show
   
 
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