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André Ghem
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08/02/2010
Especialistas

O tour do tênis é fascinante. Uma mescla de muitas culturas, costumes, línguas diferentes. Todos atrás do mesmo objetivo. 
“Quem não cola não sai da escola”. Vocês já devem ter ouvido falar esse chavão popular. No tênis é assim, todo mundo copia todo mundo. E os que são copiados são sempre os mais exitosos, como eram também os mais inteligentes da classe.
Mas percorrer o circuito do tênis, semana após semana, pegando dois, três vôos para ir, dois ou três para voltar, ir de novo, numa média de 30 semanas por ano, nos quatro cantos do mundo, os tenistas acabam se tornando especialistas em algumas coisas. Vejamos:

“Cogote de ouro”
Dito por um grande conhecedor da língua portuguesa, o correto é “cogote” e não cangote como estamos acostumados a falar e ouvir. Essa especialidade vem pelos inúmeros travesseiros, lugares apertados e inusitados que os jogadores têm de enfrentar para dormir e descansar ao maximo para estarem sempre em perfeitas condições quando exigidos. Por isso o cogote, pescoço, cervical deve ser bastante maleável e adaptável a todos os espaços exigidos.

“Arrumação de mala”
Nessa, para ser considerado um verdadeiro especialista, exige-se alguns bons quatro, cinco anos de tour. “Fazer” a mala, com metade das roupas limpas, e a outra metade das roupas sujas, suadas - e às vezes encharcadas - não é uma tarefa tão simples de ser realizada. Existem algumas outras variações a serem consideradas quando a multa por excesso de bagagem é muito alta. Nesse caso, a bagagem de mão deve ter peso máximo e quem sofre é aquele mesmo que economiza.

“Batatas a La Francesa”
Na América, chamam de “french fries”. Na Germânia, de “pommes fries”. Na língua de Cervantes, “papas fritas”.
Essa é a categoria que menos tempo exige para se tornar um expert.
Os mais novos são sempre os mais adeptos até porque acabam tendo menos preocupação com a alimentação e, por isso, acabam se tornando verdadeiros tarados por batatas fritas.
Seja na Colômbia, seja na Alemanha ou ainda na Eslováquia, sua receita e sua unanimidade parecem ser universais. Peito de frango e filé são as principais opções que acabam dividindo o prato e a atenção daqueles tarados pelos adoráveis palitinhos dourados e fritos que pode ser devorados no almoço, na janta, no fim de tarde e para os mais fanáticos no café da manhã. O que aliás já foi muito visto por ai.

Um abraço,

André Ghem

Trilha sonora de hoje: Enanitos Verdes – Lamento Boliviano. Basta clicar aqui.

 

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