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Colunistas
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O tenista André Swytka Ghem nasceu no dia 29 de maio de 1982, em Porto Alegre. Mas há algum tempo reside em Novo Hamburgo. Está no circuito profissional desde 2001 e coleciona algumas importantes vitórias, como sobre Albert Montanes, Albert Portas, Daniel Kollerer, Fernando Vicente, Gilles Muller, Juan Martin Del Potro, Marc Gicquel, Martin Vassalo Arguello, Ramon Delgado e Guga Kuerten, entre outros. Chegou a 181º colocado no ranking mundial em simples e 88º em duplas. Seu técnico é Carlos Zwetsch. |
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27/01/2010
Dança da chuva e outros cacoetes
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Alguns dos rituais de alguns povos primitivos era fazer a dança da chuva. A seus deuses, a cerimônia era feita. Invocavam seus antepassados. Espíritos dançando fazem gestos ritmados e movimentos cadenciados. Prosperidade nas colheitas e na tribo eram algumas de suas costumeiras invocações e as mesmas dependiam do sucesso de sua “dança”.
Vocês devem se perguntar se funcionava sempre a dança da chuva?
Respondo:
- Sim, funcionava sempre.
Mas como?
- É que só paravam de dançar sua dança quando a chuva viesse. Com a chegada da água, suas crenças apenas se reforçavam. Parecia irrefutável.
Algumas vezes quando vinham dilúvios de verdade e acabava devastando e destruindo suas colheitas a explicação também era lógica. Haviam dançado demais, e seus deuses atenderam todos os pedidos acumulados de uma só vez.
Já, dentro de uma quadra de tênis, a dança da chuva, a dança da dupla falta ou mesmo a dança do backhand na linha não tem vez.
Mas alguns pequenos rituais de concentrações durante cada ponto são feitos pela maioria senão por todos os jogadores do circuito.
Em latim, “Actus ad adjuvandum” quer dizer, ato a fim de ajudar.
Muitos desses rituais que acabam virando manias, cacoetes, momices acabam sendo imprescindíveis para disputar cada ponto. E eles são feitos na esperança que se ganhe o ponto seguinte, o game seguinte, o set seguinte ou até mesmo a partida.
Ajeitar as garrafinhas na hora da virada, puxar as mangas da camiseta, olhar para o chão e depois para quadra logo após o adversário jogar a bola pra cima para sacar, girar a raquete na mão... são apenas algumas manias e cacoetes dos jogadores.
Para consagrar essas momices e trejeitos e se tornarem rotineiros os mesmos devem obter sucesso logo após sua execução no ponto seguinte.
Ou vocês acham que o número 2 do mundo colocaria a mão no traseiro e ajeitaria sua roupa de baixo toda a vez antes de um saque se tivesse perdido todos os pontos ou cometido duplas faltas depois das primeiras vezes que agia dessa maneira?????
Deixo-lhes um abraço.
André Ghem
Obs.: Trilha sonora de hoje Barão Vermelho, Por que a gente é assim. É só clicar aqui. |
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| Fábio Tomkowski: |
| Ótima coluna André, tá se saindo um jornalista esportivo e tanto hein...
Abraços! |
| Porto Alegre, RS - 28.01 (13:30:12) |
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